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As Delicadas Flores de Silêncio

As Delicadas Flores de Silêncio


Ser silêncio apenas sentido,
 
 ser flor que é bela por apenas ser.
 
 Surgir em instante fugaz,
 
 ser percebida para depois ocultar-se.
 
 Fazer morada, e não estar em casa,
 
 pois que não habita, apenas visita.
 
 Antes é amazona recatada,
 
 guerreira virtuosa,
 
 virgem em seu pudor.
 
 Qual a sua função?
 
 Talvez só a possibilidade de existir
 
 da alma reconheça.
 
 É ser portal da fé dos descrentes,
 
 porém éticos,
 
 dos fortes que se fizeram fracos,
 
 dos que buscaram descobertas
 
 que julgavam encontrar
 
 nas complexidades
 
 mas que, embebidos de surpresa,
 
 tiveram a revelação
 
 da simplicidade.
 
 Foram visitados por lágrimas,
 
 mas estas não quiseram brotar,
 
 pois foram vencidas
 
 por um insignificante,
 
 mas intenso, momento de felicidade.
 
 
 


 


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Gilberto Brandão Marcon
03/09/2011