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Entre mim e o Natal

Queria ter guardado nas mãos
o primeiro instante
em que a Tua voz, o Teu semblante
soaram dentro de mim

pra que aquele encantamento
me ficasse todo o tempo,
me coubesse todo o dentro,
desde os nãos
até o sim.

... Já se foram tantos Natais
depois dessa história...
Quem sou eu, nessa hora
que o tempo passou...?

Ah, se ainda me alcanças
as mãos, a memória,
me arranca as raízes
do que não Te for...

Ah, se ainda me falas,
me soas, me calas...
Se ainda me habitam
Teus Olhos do Amor...

 

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(Os Olhos do Amor são o meu Natal. Os Olhos que eu não vi pousam-me, ainda, nos pés e as palavras, nas mãos e a alma... São meu começo, são meu sentido, são minhas asas.)

Célia de Lima
29/11/2007