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Suave Amor

Suave Amor


E quando o vermelho 

tingir o coração da alma,

enxergarei o seu rosto

expresso em felicidade.

Ficarei perdido num espaço 

entre a realidade e a ilusão.

Talvez quisesse, nesta hora, 

ser pintor e desenhar tua imagem.

Usaria de muitas cores, 

mas todas em tons claros.

E o papel deixaria 

de ser algo físico para ser etéreo.

Seria a pétala de rosa, 

seria a asa da borboleta, sei lá...

Algo de tão delicado 

que haveria de parecer frágil.

Mas qual engano, 

traria um segredo guardado,

num jogo onde a brincadeira é viver.

Mostraria a ilusão 

da força frente à fragilidade.

Seria plenitude da delicadeza 

e nem por isso frágil.

Iria me assustar 

com tamanha firmeza de tua paz.

E eu, sem ter o que dizer, 

me envergonharia de minha guerra.

O coração bateria mais forte

e a poesia correria pelas veias.

E a inspiração tomaria

cada célula de meu corpo,

cada átomo de minha alma.

E haveria de apenas ser,

para estar em ti,

para divagar no teu existir.

Existindo em ti, 

para, então,

sobreviver em mim. 

 

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Se desejar ouvir o áudio: http://recantodasletras.u...

Gilberto Brandão Marcon
05/10/2010