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Nem tudo que reluz... (soneto)

A nenhum santo proponho paz
E nem rogo por nenhuma luz.
Nada pode ser mais eficaz,
Do que a mente que me conduz.
 
Nem tudo que vejo me apraz,
É ouro de tolo fingindo que reluz.
Não é o meu destino ser incapaz,
Nem por isso, minha pena reduz.
 
Armar desordem é andar para traz,
É ver (Barrabás) se livrando da cruz,
Só ser bonito não nos torna capaz.
 
A língua afiada, desabilitada e mordaz,
Planta mentiras por de traz do capuz,
Transformado o bem num mal voraz.

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Jose Aparecido Botacini
31/07/2010

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