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Devorante

Devorante

VEIO POR SOBRE A FRIEZA
QUE FAZ DOS MEUS OLHOS
MIRANTES VELHACOS,
SOBRE UM PAIOL DE TRISTEZAS
QUE COSPE RAJADAS
DE VERBOS DESCRENTES.
 
VEIO VARRENDO MEU FARDO
DE CULPAS E PENAS,
DE MÚLTIPLOS ERROS.
 
VEIO...
E REGOU DE REPENTE
A FLOR QUE DORMIA
EM MEU PEITO SURRADO.
 
VEIO...
...E ME QUIS RENASCIDO
NUM SONHO FURTIVO
DE SORTE PRESENTE.
 
FOI PELOS MÍTICOS ARES
QUE DÃO SOBREVIDA
A PULMÕES OFEGANTES,
PELOS FESTEJOS CORRENTES
QUE VENCEM INVICTOS
PERNOITES INSONES.
 
FOI DESCORANDO MEUS DIAS
DE SANTA ALEGRIA,
DE FÉ NOS INSTINTOS.
 
FOI...
E DESPIU NUM ROMPANTE
O CÂNCER MAROTO
QUE NÃO ME DOÍA.
 
FOI...
...E ME QUIS SOTERRADO
POR DORES DE AMORES
NUM FIM DEVORANTE.
 
 
Francisco Abel Mendes d`Almeida, 2010.

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Cantou pra mim...

"De tarde eu quero descansar, chegar até a praia e ver se o vento ainda está forte e vai ser bom subir nas pedras.
Sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar e o vento vai levando tudo embora..."(Renato Russo)

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. Na foto, Abel, Eduardo e Andreia.

Francisco Abel Mendes d`Almeida
17/07/2010