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AMARGURA DE UM TROVADOR

AMARGURA DE UM TROVADOR
 
 
Amargura, cadáver de minh’alma em tormenta,
Séqüito fúnebre de uma felicidade que morreu;
Aleivosa existência de uma ventura tão sedenta,
Por amor a uma mulher que jamais aconteceu.
 
Calvário maldito que conduz à cruciante solidão,
Desce ao sepulcro os líbitos de um enamorado;
Meus olhos lagrimados revestem todo coração,
Das agruras em constância de um desventurado.
 
Açoites impiedosos, súplicas do meu sentimento,
Na pretensão sublime em sempre querer amar;
Sentencia o destino seu implacável sofrimento,
 
Ao mais frágil sonhador que não pára de chorar.
Soma de quimeras sepultadas no esquecimento,
Infausto evento de um agro trovador a versificar.
 
Rivadávia Leite

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Rivadávia Leite
03/07/2010