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De volta ( Soneto)

De volta ( Soneto)

mãos deslizam sobre o velho teclado

desnudam tons graves e agudos

memórias saltam do passado

descarilam fantasmas mudos

                   ***

a escama do tronco do carvalho

se dissolve na saliva do vento

tulipas anelam chuva de orvalho

a secura da ausência debela o tempo

                 ***

portas e janelas agora ventiladas

são caminhos de uma nova passagem

discreto eflúvio corre na casa da vila

                   ***

no limbo das emoções surtadas

momentos empoeirados renascem

cada canto da casa de novo cintila

                   ***

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria

* imagem do google

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Úrsula Avner
01/04/2010