* O suor do poema *
nos escorregadores da memória
pensamentos deslizam
querem se transformar em palavras
que se aninham e tecem estórias
O poema transpira
alguns tímidos versos extravasam
emoções pelos poros
Ofegante, o poema respira
pétalas colhidas por um anjo azulado
perfumam o chão do pensamento orvalhado
Versos me escapam
como filetes de água
escorrem entre os dedos
umedecem as paredes dos desejos
Nos sulcos profundos da alma
sentimentos falam mais que mil palavras
ouso tracejar algumas linhas
letras mal esboçadas
na folha que almeja pelo poema inteiro
Persiste o sonho do poema
em brocal bordado
do verso pulsante despudorado
ainda não plantado
ausente da vida uterina
tão efusivamente sonhado
semeado para germinar e
cumprir sua sina
Poema,
te quero em versos impensados
que me venham como larvas vulcânicas
cuspidas no destino inevitável da folha
Te quero lacrimejante
vertendo gotas de pus
brotoejas na pele das palavras
Te vejo como
chamas flamejantes
em versos nus
que ardem a dor
das vontades aprisionadas
Úrsula Avner
* imagem do Google
* poema com registro de autoria
Queridos (as) amigos (as) do site e visitantes,
hoje vos deixo este poema em homenagem ao dia da poesia- 14-03, apesar de residir em nós a certeza de que todo dia é dia de poesia... Meu abraço afetuoso a todos.
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http://ursulaavner.blogsp... em meu cantinho
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