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A ti a minha

Margarida perfumada

A tua boca, seiva suculenta

Que teus ósculos irrigava

O viço que a ti sustenta

A matriz do meu jeito

Tua razão delirante

Enraizou no teu peito

Suspiros ofegantes

Permeando nosso leito

Incomodando dona lama

Obrigando-te respeito

Arrebatou a nossa cama

Acreditou no desfeito

Mas sua memória a engana

Silenciosa saudade

Ofereça-te liberdade

Se teu desejo apascenta

Te permites e tentas

Um jardim de verdade...

 

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Iracema Albuquerque
14/08/2009

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