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Branca

Branca

AH, EU VOU SAIR DAQUI.
EU VOU ALÉM DESTE COVIL.       
O LONGO TEMPO,
FEIO,
QUE BATEU EM MIM
NÃO VAI MAIS ME ADULTERAR.
 
EU VOU ALÉM DE TUDO
QUE LHES DIZ QUEM SOU
REDESENHAR MEU NOME,
REEXIBIR A VELHA E FARTA ALEGRIA:
 
A ARMA BRANCA MAIS TENAZ
EM MEIO AO ÓDIO DIFUNDIDO,
A SILHUETA MAIS FIEL
AO SONHO DE MENINO.
 
O PEQUENINO dEUS
QUE BURLA A GUERRA
E DOMA OS OLHOS
PRA VER FRACASSOS
COMO BONS MOTIVOS
DE ABRAÇOS E PERDÕES.      
 
AH, COMO DIZ VANDRÉ,
EU VOU VOLTAR PRA MIM,
POIS JÁ DIZIA A LUZ
VÁ, MEU FILHO, E BUSQUE A PAZ.
 
 
Francisco Abel Mendes d`Almeida, em 2009.

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Cantou pra mim...

"A barulheira das ruas sepulta a luz na cidade e as pessoas pelos bairros vão cambaleando insones, como se houvessem saído de um naufrágio de sangue."(Federico Garcia Lorca) Na foto, Vanessa Giácomo e Abel

Francisco Abel Mendes d`Almeida
21/06/2009