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PIONEIROS

É no teu infinito que me sinto inteiro
e sou o homem que declara em público
todo o amor, e se te cheiro
nas intimidades ocultas é que fico
sedento do teu jeito de amar

Saiamos pela noite
nosso prazer não tem limites
ostentamos a privacidade incandescente
do nosso amor nos rituais de doação
nos quais a fé é o mesmo
que te sorver a nudez ofertada

Carente do alimento dos seios teus
sou o lobo de tanta fome
que uivo o abismo na solidão
quando te vejo longe, tome
a minha mão, é hora
de revelar o quanto o amor
fez de nós pioneiros

Ao longo da estrada
automóveis queimam
tudo o que não era sonho,
assim permaneço mirando
o olho místico que mantém
o céu equilibrado sobre o nosso despudor
selvagem e puro como inventar o amor no mundo

Te entregarei a minha alma em delírio
o corpo acorrentado ao sexo teu,
babando arco-iris pelo sonho
rico de encontrar o único tesouro que perseguí:
o teu dar-se toda é tão sagrado
que até os anjos embasbacam te vendo amar

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ERICO ALVIM
04/03/2009