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NOITES VERMELHAS

Morrer

tanto que o sexo da amada

sendo a rosa q'encharca

meu túmulo,

se abra ao passar meu desejo

em noites vermelhas

de uivos coalhados de luareios

Morto

sou mais que o amante súbito

das conspirações loucas,

respondo aos gritos do pastor

com ironia, aonde pousar

o engano e resgatar a valentia?

pois desvivo os sentidos - desentendo a ordem

A borboleta

infla nas asas o sonho

do teu sexo ser, eu te possuo

pela alma, meu túmulo

escorre o chamado do amor

que te sentencia as carnes

a embrigando minha alma, corarem os céus.

Pois te amo, mulher, com tal zelo

e fúria, que o todo apelo

por um amor sem trégua, em você

desperta o que há de lobo no meu ser

que chama teu cheiro pelo nome

da égua, que te vinda mulher

mas te oferta orgia

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ERICO ALVIM
04/03/2009