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Quatro poemas de amor e aniversário

Um poema de amor e aniversário

Que idade teus olhos fazem?
Esses olhos que me ensinam
Que o amor é fato...

(Olho dentro dos teus olhos
E o afeto que me traduzem
É tão sagrado!)

Que tempo faz os teus olhos
Nos sonhos que vão ganhando!?
E há quantos atos...!?

(Já sabes do amor um tanto
Na alma desses teus olhos
Tão deslumbrados,
Que ganho o melhor do tempo
Nos olhos em que te aprendo,
menino amado!)

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Tu cresces a olhos vistos...

Tu cresces a olhos vistos,
E permaneces um anjo.
O meu menino-sorriso
A quem amo tanto! Tanto!

Tu cresces e nunca perdes
Essa paz de apenas Ser!
És o mesmo... E permaneces
Com o olhar do bem-querer.

Os olhos azuis de céu
Coloriram-se de uns campos
Mais verdes que os meus...

(Tudo quanto refletires
É arco de amor nessas íris,
Dois jardins de Deus!)

 

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Eu quis dizer do meu amor...

Eu quis dizer do meu amor,
do que me move e beija,
do que me põe nos olhos
essa folha acesa,
entre tanta história
que viver escreva.
Eu quis dizer do meu amor;
eu, tão imperfeita.
E não achei na noite
o que o dia deixa
nessa pouca pista,
nessa incerteza.
Eu quis ser amor...
eu, tão imperfeita...
para saber amar,
para saber cuidar
como o amor mereça.

(Quis dizer amor
do que dá leveza...
de amor, clarar
em amor, amar,
a dizer-se, inteira.)

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O que tem essa voz, o mundo implora...

O que tem essa voz o mundo implora...
Essa paz, na verdade de
viver...
Essa dança, e a poesia que ela chora,
Ri e adora, brincando de
aprender.
 
O que tem esse olhar a gente chama.
Como quem mais precisa se aquecer.
Faz frio nessa terra! É seca ou lama...
E esse caminho é trégua e bem-querer.
 
Peça. Faça um pedido no seu dia.
E os bons ventos soprem a seu favor.
Que a fé lhe seja sempre companhia.
 
Viva! Por qualquer arte e o seu valor!
Mil vivas pelos sonhos que lhe avivam.
E a vida nos seus olhos, meu amor!

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Para Vitor, com o meu amor. Campinas, SP

Célia de Lima
01/07/2008