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A Menina que Não Crescia

 
Doce menina esta que vai pela rua
Cabeça avoada
Sorriso maroto
E jeito moleque de ser
 
Anda por vários caminhos
Não sabe aonde quer chegar
Para em alguns lugares
Mora, passa um tempo
E depois quer mudar
 
Mas se contarem que existe um lugar novo para se aventurar
Logo é lá que ela vai querer estar
Ser nômade é sua filosofia
Ser inconstante é tão natural
 
Ela corre livre até a noite chegar
E faz da vida um parque de diversões
E brinca com tudo ao seu redor
Os meninos os seus brinquedos preferidos
 
De tão perdida ninguém mais consegue achar
Inventiva e sagaz
Adora imaginar
Perde-se em sonhos
E só acorda quando começa a tropeçar
 
Mas hoje ela tomou uma decisão
Agora ela quer fotografar
Quer registrar cada momento, movimento e olhar.
E mais uma vez começa a brincar
 
Seus devaneios sempre constantes
Parecem que nunca vão acabar
Sabe menina já estou acostumado
Lembro muito bem quando você queria apenas dançar
 
E aeromoça para poder viajar
Mas ainda não quis ser bombeiro para me salvar...
O jeito é aguardar
Dizem que o seu próximo desejo é casar...
 
Quem sabe no que vai dar
As estórias de uma menina
Que não aprendeu o que é amar...

Leonardo Dibe
27/09/2008

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