Tempos
O que é tempo?
O que é ser singular?
A nuvem consumida
em meus dedos,
o pranto que compõe o sol,
o amarelo da noite, das sombras.
As mulheres dançam sobre as telhas,
compõem as cores do universo,
repõem o significado das flores
em meus sonhos.
As perguntas não são respondidas,
são simuladas pelo espaço.
As crianças dormem sem medo,
dormem sem vê o mundo,
mas sabem da evidência temporal.
Elas são frágeis.
Os tempos morrem a cada segundo,
a cada instante que renasce a mentira.
O momento, os atos móveis da incoerência.
A janela é o palco,
é o refletir de todos os erros humanos;
a necessidade de cada pessoa se reconhecer
e se permitir.
Tempos são tempos,
velocidade interminável.
João Ulysses
Salvador
02/02/2005
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