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Túmulo da alma

Cava o coveiro a cova
Fundo e profundo infindável
Provavelmente, interminável
A profundidade que estorva

E cai adentro num tropeço
Descuidado de sua cavação
Flutuando na imaginação
Da superfície final de um começo.

Conhece o desconhecido mundo
No caminho inorgânico
Inexplicavelmente. Vívido pânico!
De todos os sentimentos oriundos.

E cai no infinito da profundidade
como na consciência de um sonho
A dormência entorpecida de um estranho
É a resposta para a realidade.

Desvenda os mistérios não vistos
Conhece as leis todas da física
Desvenda as forjas da política
E enxerga o único nos mistos.

E com o tudo nas mãos geladas
Frias! Pois quando se apercebe
Do intelectualismo que bebe
Não mais entende a alma abandonada.

E o mistério agora lhe é mistério
A alma então levanta questões
Pois a tua lógica não impõe razões
Para explicar tal elemento etéreo.
 

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Pensando, filosofando aqui em minha cuca. Guarulhos - inspirado ao estar filosofando comigo mesmo

Rodrigo Ferreira Santos
18/03/2007