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NO MUNDA DA IMAGINAÇÃO, QUANDO CRIANÇA...

Eu era bailarina
ou dançarina
eu girava...
ficava horas e horas
fazendo apresentação...
o pensamento não parava
tinha som...
a melodia que tocava,
ao coração...
Eu que pequenina fui,
quando criança
rodopiava,
girava em torno
de mim mesma,
a fantasia contribui...
e agora crescida,
fico tonta!...
tantas foram as cirandas
que cirandei 
sem cansar...
pequenas rodas,
grandes círculos...
hoje nem as mãos
queremos dar...
Tudo era movimento
tinha muita energia
a força do pensamento
não parava
e assim eu ia...
Quando criança 
imaginava
o mundo 
em torno de mim...
e no meu eu 
aos poucos impregnava...
o mundo agora...
me sufoca assim!
Então choramos nós
ao lembrarmos do tempo
que passávamos
querendo que voasse
pra que fossemos
como adultos
e nem percebíamos
que eles construiam
muros
ao invés, 
de viadutos...

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NA VERDADE EU NÃO QUERIA FALAR DO QUE SAIU...QUERIA SÓ FALAR DE IMAGINAÇÃO, DANÇA E CIRANDAS, QUERIA FALAR DAS MÚSICAS FOLCLÓRICAS.
EM DIVIDA COMIGO MESMA!
ERA UM PRESENTE PARA AS PESSOAS QUE GOSTARAM DAS BRINCADEIRAS INFANTIS. MAS UM DIA ESTA POESIA APARECE. EM CASA DEPOIS DE LEMBRAR SITUAÇÕES DE ANGUSTIA, DE VÍCIO E SOFRIMENTO. DEPOIS CHOREI PARA APAGAR LEMBRANÇAS.

Rita Reikki
08/02/2007