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"O VELHO SERTANEJO"

Quando a tarde vem, e o sol vermelho,
paira no horizonte, me ofuscando a vista,
vem um ancião, que me dá conselhos...
Diz que é santa a fé, que almeja a conquista.

E nesses conselhos eu vou me espelhando
com o passar dos anos, e o passar dos dias,
olho pro meu pai já um veterano
quem sabe adiante eu lhe traga alegria.

Este sertanejo que vive na caatinga,
que abre um sorriso tão encantador,
muitas vezes chora, mais nunca ele xinga
que bem diz a terra, e declara amor.

Este simples homem, que fala com as plantas,
que advinha a chuva ao olhar pro céu,
que se deita cedo, e cedo se levanta...
Que cultiva abelhas, e não lhe rouba o mel.

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São Paulo, Novembro de 2006.

Antonio Hugo
27/11/2006