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Navegar...

Vivo assim neste balanço do mar...
Naveguei em muitos sonhos...
Mares de desejos sem ter fim...
Muito tempo se passo
Ainda lembro o meu embarque
Neste porto de decepções...
Lancei-me a uma esperança...
Deixei para trás o seu desprezo
Indiferença a minha jornada
Riu dos meus sonhos de conquista...

Assim fui desbravar...
O porto já longe deixa a saudade
Segurava no leme com força para não perder o rumo
Viajava neste balanço de emoções...
Meu combustível meu amor que nunca se apaga
Sempre a navegar no desconhecido do seu interior.

Os meses se passaram nesta imensidão
Meses foram anos de dor e ilusão...
As tempestades vieram...
E seu deboche as ondas que tentaram me afundar...
Deboche que vai ter assim que terminar de ler...
Sempre uma resposta ríspida, como se fosse uma rajada de vento.
Mudava meu rumo de bombordo a estibordo
Nunca sabia que direção tomar contigo
Mesmo assim me acoitava com palavras e água fria

O tempo passava e você não mudava
Por mais que eu mostrasse que ainda lutava com a embarcação.
O combustível do meu motor começava a acabar
Meu barquinho em destroços insistia em navegar...
Um dia veio à calmaria
Um mar liso.
Mas era tarde meu barquinho agora afundava

Lançado ao mar eu tentava respirar
Meu fôlego agora esta perto de acabar
Mais uma vez você é a onda
Estico as mãos e peço ajuda
Faço de tudo para chamar sua atenção
E você não me olha
Esta me deixando morrer

Não temos como coexistir desta forma...
Meu elemento não é água
Quero um chão para pisar
Mostre-me o caminho dá praia ou me deixe morrer...

Leonardo Dibe
13/11/2006

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