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NEGRINHO DO PASTOREIO

-Negrinho, que contas vais dar:
Da tropilha do teu dono?
-Dormiste tonto de sono!
-No tronco tu vais pagar!
O sofrer qual uma prece
Para o Céu rápido sobe...
Um capão então se abre!
E a cavalhada... aparece!
-Negrinho tu bem te arranjaste!
Diz o estancieiro, e malvado...
Seu mais belo cavalo esconde,
Longe, numa sanga encantada!
Onde não se podia achar...
-Quero conta do meu baio!
-Vá logo Negrinho buscar!
O Negrinho coitado campeia!
Sem conseguir encontrar!
Deram-lhe então uma surra de peia,
E num sauveiro foi jogado...
Para ser pelas formigas devorado...
Mas no lugar do suplício,
Desceu do Céu uma luz...
Por onde subiu o Negrinho,
Para os braços de Jesus!
Por isso no imenso Pampa:
Todo sofredor, sem receio,
Ajuda pede e consegue,
Do Negrinho do Pastoreio!

Pedro Paulo da Gama Bentes
Volta Redonda-18/06/2006

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fiz este poema para uma festa do folclore do colégio onde trabalho.É sobre uma das lendas mais bonitas do Rio Grande do Sul. Sentado a margem do rio Estygio

Pedro Paulo da Gama Bentes
29/08/2006