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Propósitos

 

 

Mor façamos o propósito 

Daqui até a eternidade 

Para que do dia no santuário 

Até nossa senilidade

Vivamos cada interstício 

Com entrega e fidelidade

E nunca caíamos no precipício 

Do convívio sem cumplicidade. 

 

Mor recolhamo-nos em copas

Para que nada em volta

De nós, interfira inadvertidamente

Na glória que Deus graciosamente

Derramou sobre nosso enlace.

 

Mor fortifiquemo-nos em nuvem

Para que as bênçãos abundem

Sobre nossa convivência 

E o perfume de tua essência 

Além de nossos olhos, espalhe.

 

Mor reiteremos o propósito 

A cada romper de aurora

De no labor e no ócio 

Sermos um do outro, a obra

Em ininterrupta construção 

E relevemos nossa imperfeição. 

 

Mor blindemos nossa aliança 

Com entregas e renúncias.

Aquelas, de amor sem medidas;

Estas, de tudo que não edifica.

 

Reguemo-nos de esperanças 

Para que doravante, nunca

Tenhamos que por vício

Prolongar nosso convívio

Nem nunca por piedade 

Vivamos de aparência. 

 

Mor jamais admitamos que o hábito 

Seja o fio condutor 

E que o avesso dos fatos

Desvirtue o nosso amor.

 

Pois amar por ter dó 

É nada, amor menos ainda.

Pois estar para não ficar só 

É viver na berlinda.

 

Amor que é amor

Não requer posse nem precária 

Amor que é amor 

Faz um do outro joia rara.

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Cid Rodrigues Rubelita
22/07/2018