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Asilo

Lenta música ecoando nas profundezas da mente.

Distorção da realidade a qual me convence

A crer que tudo é hórrido e inimigo, e tudo me pertence

Enquanto insânia obsessiva, força negra e demente...

 

Tranquem-me em um quarto solitário de imundo asilo.

Ignorem o ser e o mundo tratando-os como cobaias

De experiências medonhas do que é a vida e que tu ensaias

Numa espécie de teatro de dor onde me aniquilo!

 

Vou cabisbaixo e certo de que sou a anomalia

Que infecta a realidade e por isto mereço o pó em que me isolo

Feito a traça, o inseto que se prolifera parasita...

 

Dreno a tudo e por isto eis-me na solitária sombria...

Choques elétricos no distinto paciente, amarrem-no ao solo,

Porque a sociedade trata os diferentes com raiva infinita!

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Thiago da Silva Carbone
20/05/2018