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Egocídio

Presídio lá no forte
Sentencia pena de morte
Lamenta a fome e a desgraça
E a tristeza o abraça
Com a alma retorcida
Se encontra sem saída
Paixão sem medida
Solidão remoída
Viciado na rotina
O desejo desatina
Labirinto da saudade
Faminto de verdade
Tentando condenar
Justificar com a razão
Perambula sem notar
O próprio coração
Palavras não acodem
Explicar em demasia
Deixam só
Em desordem
Ausência de alegria
Carência de paciência
Excesso de intelecto
Esperando no deserto
O regresso e a consciência
Seu coração não se cansa
De ter esperança
Palpita e balança
Se agita e amansa
Suprir necessidade
Equanimidade demora
Então implora
E a emoção aflora
Seu lado mulher
Sabe o que quer
Emerge ao alto
Suplica subsídio
Dá um salto

E tenta o Egocídio 

- Do livro Egocídio -

https://despertarnapoesia.wordpress.com/

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Rodrigo Giovani Borchardt
13/01/2018