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Amor orgânico

O sal de meu corpo,
Sem a doçura
Que há em ti,
Fica insosso.
 
Um simples resfriado,
Se me acomete longe de ti,
Não tem chance de cura
Em médio prazo.
 
Todo carbono e água,
Que nutrem minha vida,
Sem o ar de tua fala,
Um esboroa; outro, exsica.
 
A paz de meu viver,
Sem a candura
De tua alma,
Tende a virar conflito.
 
A felicidade de meu ser
Esmaece na linha das palmas
Se me vejo aquém
Da altura de teu Espírito.
 
Até o brilho resplandecente,
Que de meus olhos avoluma,
Se tu estás ausente,
Reduz-se à palidez da penumbra.
 
As razões e emoções de viver,
Que pintam o arco-íris
De minha vida,
Só reluzem ao te ver,
A cada dia mais feliz,
E valem a distância percorrida.
 
Nem no mundo infinito
Cabe minha inquietude,
Se desperto e não te sinto.
À minha própria existência,
Eu me vejo um átomo,
Sem a perspectiva de tua essência.

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Cid Rodrigues Rubelita
13/12/2017