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O útero do mundo

 
Reconheço a mudança
de minha ênfase.
Que pulsa e celebra sua vitória
no beijo de minha aniquilação
enviesada pela vida mundana.
Esse amor a que chamarei de destino,
sobrepujando a inevitável morte.
Aí, reside o prazer de seu êxtase.
O impulso enjoativo
diante das atrocidades desmedidas
vociferam culpas, ironias
e anunciam panacéias.
A magnitude da falsa democracia,
onde o deus crucificado sangra
sobre vales desprovidos de qualquer amor.
Esfinges, Quimeras
flageladas e laceradas
por uma existência comum.
Não há ilusão a respeito do céu... Não mais!
Da felicidade vindoura
e da compensação capaz de aliviar
a escuridão mais densa,
do vazio que devora vidas
ou as retira do útero do mundo.
Onde adormecem inertes no fracasso,
amarguradas com o sabor da perda
e o abraço insípido da desilusão.
A tragédia destrói as formas,
e junto o meu apego,
libertando a verdadeira transformação.
Queda e ascensão,
eis as duas faces da dor,

 
eis o lume que arde invisivelmente. 

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Vinicius Souza
16/09/2017