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Desejo Exagerado

 

Corro contra meu transtorno

De ansiedade quase morto

Pra pegar meu carro

 no alto do morro

 

A rua Senador Pompeu como cúmplice

Pagando o preço dos meus passos

Levando nas costas o meu peso

Assistem de pé as prostitutas 

A minha corrida desesperada

O suor salgado que me levará

A teu corpo molhado

Cheirando a amora, a pecado

 

Como lâminas, 

Cada segundo perfurando

Ferindo, bem fundo

Aumentando a dor da saudade

Reduzindo a sanidade

 

Enfim a chegada em nossa casa

A luz da lua atravessa nossas cortinas

Atravessa a sala de jantar

Silhueta teu rosto, menina

A chama do fogo dança suave

A coreografia embalada por nosso momento

A vela se derrete de inveja

 

O vento silencia

Somente o som da tua respiração 

Até os carros pararam

Já não bate mais a janela

 

O cheiro do tempero do nosso jantar

Mistura-se ao seu

Mistura-se a mim

E antes que pudesse imaginar já era teu

 

A noite perfeita em lençóis lavados

Sem pensar em futuro ou passado

Sem destino, só presente

Meus sentidos ausentes 

E você ao lado

Dois corpos, um querer embargado

Nos entrega mais uma vez

Nosso desejo exagerado.

 

Autor: André Xavier

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André Xavier
30/01/2017

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