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Viagens da alma - Paixão adulta

Há aqueles que honram seus bens,
Há aqueles que os destroem,
Na calmaria da noite se vão
Os sonhos mortos, lentamente ...

 

Vagueiam as sombras
Durante seu sono profundo,
Amarram as mãos da mulher
Às correntes do absurdo,
Em vão grita o menino
Ao seu pai
Surdo;

 

Viagens da alma,
Um grito matutino.

 

Nas vaidades humanas
Tropeçamos,
Caímos,
Levantamos,
E quando se pensa
Que sabemos de tudo,
Caminhamos no escuro,
Que faz finalmente se entender
Que também há Sóis noturnos ...

 

Tremem as mãos do menino,
Seus acordes saem incertos,
Diante de um verão adverso,
Confuso diante de um velho amigo?!

 

Um homem enxerga uma fonte,
Um homem enxerga uma ponte;

 

Há vida em seus arredores,
Do fogo esculpem-se os montes,
De monte em monte,
Caminha sobre as águas através das pontes,
Em madeira, cordas e músculos,
Deslizando a um novo caminho,
De pedras, cantos, farpas e flores...

 

E nesta viagem insólita,
De paixão juvenil e adulta,
Entre o noturno, o calor,
As águas, as pedras,
As flores, os montes,
As pontes, os mundos,
Há beijos sedentos,
Saudosos, longos, e curtos ...

 

Doem os testículos
De tanto tesão e desejo!

 

Caem as paredes da velha casa,
Constrói-se novo alicerce,
Simples, estudado,
E se é plano pensado,
O que fez que tropece?!

 

Confusa é a mente
Daquele que sente,
Mas se não fosse assim,
O que seria da gente?

 

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Ricardo Lemos
29/01/2016

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