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Voos

 

Da candura do gesto simples e do encanto dos desenganados
Restaram os monólogos e o sobrepeso do silêncio inexato
Onde as palavras não cabem nos vãos espaços que as preenchem
E mudos estamos rumo ao desencanto...
Seria esse o caminho incerto na ausência das conversões e do retorno?

Sou o silêncio da poetisa que exala o perfume dos versos
És o cálculo perfeito das equações cotidianas
O calor que aquece a frieza monótona das duras jornadas.
A junção do improvável com as incertezas insanas!

Sou o teu brilho, enquanto és meu guia
No mundo vasto das imperfeições humanas
As virtudes frente às discrasias
E  magias que cessam nas amarguras de outrora.
Seria o tempo a inutilidade das horas?

Buscamos as asas, ora partidas ora errantes
O desejo de voar rumo ao nada parece exceder o momento
E todo o sentimento se confunde raso.

Voa longe meu pássaro ferido,
Faça da partida a meia volta
E em mim faz o pouso,não a morada.
Sou além do abrigo
 A liberdade consentida dos nós que desatam!

Luciana Araujo.

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Luciana Araujo
15/11/2015