Site de Poesias

Menu

Setembro

 

 

Não economize os afetos, nem os beijos de amor!
Pra isso não há necessidade alguma de recessão. A vida cobra caro depois. Ou não.
Vai saber...
Na dúvida, melhor extravasar.
Racionar apenas as palavras ácidas, a ausência de motivos, as indelicadezas e os silêncios que torturam. Porque o calar também machuca muitas vezes.
Ser desmedido, cometer loucuras juvenis que agregam alegrias, consentir os pequenos gestos de gentileza faz um bem danado à alma. Não há quem duvide disso.
Andar de mãos dadas é a cumplicidade em sua maior expressão.
A melhor das lembranças ainda é o entrelaçar dos dedos, o abraço apertado e a sensação de aconchego.
É o que fica depois .
Não sou saudosista ao extremo, mas também não ignoro esses pequenos prazeres. Aliás me permito hoje bem mais que antes. É o bônus da maturidade, porque o ônus é o próprio tempo.
Já bem dizia meu finado pai que" as coisas devem ser aproveitadas em vida." Uma bela lição, diria!
 __" E o melhor está sempre por vir", sempre citava um amor que se foi prematuramente.
Deles extraí o melhor e não fui econômica com os carinhos que dispensei. Jamais nos faltou intensidade, nem ternura, nem verdades.
Em setembro , na primavera dos dias, a saudade dói um pouco mais.
Machuca o coração.
Dores diferentes, é claro. Em datas estranhamente coincidentes, como se houvesse no mês de setembro um renascimento e uma finitude em mim.
Privilégio na vida é ter amores assim! Gratidão eterna na brevidade dos dias.

Compartilhar
Luciana Araujo
08/09/2015