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Beija-flor

 Foi por uma tarde de sol,

por seu arrebol 

de pássaros canoros e cabelos de carracol,

 

Bem-te-vi

foi ali

no horizonte 

bem detrás daquele monte

 

Por onde o sol fica ameno 

pois o crepúsculo era pequeno

meu mel, seu veneno

provou, beijou,

beija-flor

 

nascido por lá,

colibri, solitário

simples imaginário;

corredor voraz

que nunca se satisfaz,

 

um aviso 

num olhar, improvisso.

alcanço um beijo num sorriso

 

sei lá, 

seria só, uma sereia 

sem água,

areia 

ou seria já,

Iemanjá?

 

meu algoz

uma águia feroz 

que perdeste sua voz?

 

albatroz, 

confia em nós 

tira-me da solidão

feito raio do trovão

bém na palma da sua  mão.

 

ouça o som do coração

a batida,

o corte,

que lá pelas bandas do norte

nunca ele bateu mais forte.

 

a coragem no olhar 

o carro

a rua que nao era mais a mesma

 

aconchegou

aconteceu

coisa de gente 

um beijo ardente :

frio e quente

 

uma tarde de improviso

sem juizo

éramos dois , na contramão.

éramos um 

coração

 

 nada pertencia a ninguém

depois do além 

-nunca fale  a alguém

o quanto você me faz bem

-meu bem 

 

-por favor 

beija-flor 

não diga "é pecado"

estar apaixonado.

 

não sei bem 

bem alí 

onde a conheci

na praça 

no banco da praça 

meio sem graça

 

sem palavras 

fala assim:

fala que palavras vale menos que um olhar 

"vem cá

do meu lado sentar

e falar de coisas,

que só você sabe falar."

 

com amor 

para ti beija-flor

eu vi e vivi.

talvez o cântico colibri

saiba que um dia 

estivemos alí.

 

que sonhei

você sonhou

e ele testemunhou.

o feito do nosso amor

 

queria ganhar o ar,

queria voar

águia de codinome beija-flor

não voô

nem conseguiu levitar

 

o  pássaro solititario ela beijou

e como beijou...

e por ele

se apaixonou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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JÂNIO MOREIRA
25/06/2015