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Sangria

[Ilustração não carregada]

silêncio é sua voz

minha voz é silêncio

ainda sim

fazemos alarde

 

meu corpo

insulta o verbo

e arde

seja manhã ou tarde

dentro do peito

pulula sem freio

o desejo

 

seu olhar me traga

ainda que você 

me traga

veludo ou espinhos

sou sangria

de todos os vinhos

 

Úrsula Avner

 

* poema com registro de autoria

* imagem retirada do Google sem registro de autoria

 

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Obrigada por sua visita em meu cantinho !

Úrsula Avner
25/12/2014