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Outros tempos

Quem sabe em outros tempos
Iguais aos dias de alegrias outroras
Onde não haviam tormentos
Apenas nós dois contemplando a aurora
Sentindo na pele a suave brisa do vento
Onde tudo passava, menos as horas


Cada dia de distância, um silêncio anormal
Um sorriso disfarçando preocupações
Parecia que te conhecer era normal
Mas aprendi a me resguardar nas inquietações
De um tempo que você me deixava imortal
Acabei perdendo-a nas dimensões.


Em outros tempos em lugares ideais
Nas mais distantes paragens
Andávamos juntos, corações leais
Mas falhas naquela fatal triagem
Seu nome aqui já não se tem mais
E levo junto na alma nas infinitas viagens


Onde está você, se não em algum verso
Em qual Orbe escolhestes ou vives em qual plano
Infinitos caminhos e em vários multiversos
Dimensões visitadas, sem rumo, trilha de cigano
Confins estelares e lugares perversos
De tudo percorri, com fé e sem dano


Que te reencontrarei em qualquer lugar do universo


Apenas pra te dizer... Te amo!

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Augusto Grovermann
23/10/2014