Hoje, vou falar para ti
Não sei se por vontade ou por carência,
Tenho apenas e só p’ra te dizer:
- Que apesar do tempo que passou -
Não posso crer que tudo acabou.
Outros amores, outras paixões revivi,
Sentimentos envoltos em suave manto,
Findaram sem amargura ou desamor,
Por não ter deixado de pensar em ti.
Recordações que me vêm à lembrança,
Como se fossem de ontem, ou de hoje,
Viajo nas saudades desse amor ausente,
E choro no chão, como se fosse criança.
Sigo ao sabor da corrente de um rio,
Descontente, oca e sem orientação,
Num labirinto de limos emaranhados,
Rolando como pedras, mas de frio.
Lisboa
20/02/2006
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