Sou o soluço do inconformado,
A razão de quem se diz tê-la.
Sou o apelo do desesperado
Que a felicidade pode perdê-la.
 
Tenho o lado bom e o ruim,
Acho que faço tudo certo
E eu só sei ser assim,
Mesmo longe estou perto.
 
Não faço promessas,
Pois todos têm o seu quinhão,
Sei que o tempo não tem pressa
E eu não sou a solução.
 
Culpam-me por tanto sofrimento,
Sou renegada por tanta gente.
São tão poucos os que riem de contento,
E eu na verdade a todos sou indiferente.
 
Não tenho predileção por ninguém,
Todos terão aquilo que lhes couber,
Pois possuir-me é o seu maior bem,
Só precisam saber brincar de bem me quer.
 
Eu sou a vida,
Vida que tu não queres perder.
Sou o verão, a primavera florida,
Sou o sangue em tua veia a correr.

Da vida não tenho queixas, Estou satisfeito com o que tenho, Na vida tudo seu momento, e quem sabe àquele que tem esperança satisfará seu sonho.

Repassando a vida.